Em meio ao nosso mundo errado, surge uma manifestação contra os alicerces tão rígidos da nossa sociedade, que ao invés de ensinarem os homens a não estuprarem, ensinam as mulheres a não serem estupradas. As pessoas aprendem que para não sofrerem abuso, não devem ostentar, e se estiverem usando uma roupa de "vadia" são culpadas por terem sido estupradas.
Ninguém é um produto, ninguém é uma mercadoria, ninguém é obrigado a fazer nada sem consentir.
Todas as formas de poder devem acabar! Seja ela a do estuprador contra o estuprado, de um homem contra uma mulher, do seu empregador contra você, de um governo podre contra a população ou de uma religião contra a sua cabecinha fraca.
Nesse mundinho onde as pessoas aprendem "o que é certo" e "o que é errado", nós perdemos o direito de pensar, de duvidar e de agir de forma diferente. Durante a marcha observei algumas pessoas que estavam comprando nas lojas olhando horrorizadas para a manifestação, outras achando que era Carnaval fora de época, e escutei uma senhora muito nervosa dizendo "Elas não querem ser violentadas e ficam andando peladas?".
É triste perceber que existem pessoas que não compreendem.
É triste perceber que somos governados por capitalistas corruptos que não nos dão segurança.
É triste que o sexo seja, para muitas pessoas, uma necessidade física ou uma forma de aceitação.
É triste que mesmo com uma "tão moderna visão do mundo" as pessoas ainda são machistas, puritanas e homofóbicas.
E ainda mais triste que tudo isso é perceber que você discorda dos (tão errados) padrões morais, e ainda assim não faz nada sem antes garantir que a sua imagem de bom cidadão seja preservada.




































































































Um comentário:
Edward, vou usar uma palavra ordinária para elogiar o seu trabalho: PUTA registro legal da marcha! Vc mandou muito bem!
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