Vamos imaginar o nosso mundo que conhecemos hoje, com toda a ganância e maldade contida nele e vamos representá-lo por uma linha.
Nós que possuímos ego podemos ser divididos em três grupos:
Os que ficam com os dois pés atrás da linha. São as pessoas que por algum trauma acabaram por se esconder do mundo e criaram uma barreira de proteção que impedem que as pessoas os deixem fragilizados ou os prejudique de alguma forma. É o meu caso.
Os que ficam com um pé na frente da linha e outro atrás. São a maioria das pessoas, que tentam ser aceitos pela sociedade tendo sempre uma opinião que esteja de acordo com todos os lados de uma mesma situação.
Os que ficam com os dois pés na frente da linha. São os que para se protegerem do mundo estão expostos a ataques de outras pessoas, mas munidos de autoconfiança, o que impede de que a opinião dos outros interfira em suas vidas.
Não existe uma escolha certa entre as três situações pois dentro de cada uma delas possui um nível e uma causa. Por exemplo, existem pessoas autoconfiantes que aplicam os seus ideais doa a quem doer a todo momento tentando promover a supremacia. E os autoconfiantes que aplicam seus ideais a todo momento sendo fiel a sua causa mas não causando desconforto desnecessário as outras pessoas.
As pessoas que mantém cada pé de um lado da linha, os aceitos pela massa, são as pessoas que possuem muitos amigos, mas pensam muito nas conseqüências que podem causar em relação a magoar as pessoas, prejudicar pessoas, parecer incoerente e perder amigos. São as pessoas que possuem opiniões mal formadas e na dúvida acham melhor evitar uma situação incomoda e seguir a vida.
Já as pessoas que mantém os dois pés atrás da linha não se relacionam muito com as pessoas, geralmente elas são tímidas e falam pouco e se protegem a todo momento da opinião dos outros. Elas tentam passar despercebidas em meio a multidão. Apesar de terem suas opiniões bem formadas e acreditarem nos seus ideais, acham melhor evitar de mostrar seus pensamentos pois não acreditam na compreensão das pessoas. É melhor ficar protegido de ataques dentro do próprio casulo, porém isso traz a sensação de isolamento e incompreensão.
Eu passo a maior parte da minha vida envolto ao meu casulo, e nele tenho o conforto de aprender comigo mesmo, desafiar meus pensamentos e analisar meus duelos internos, coisa a qual as pessoas das outras situações nem pensam. Já o lado mau da situação é que sair do casulo é desconfortável e não consigo realizar algumas coisas, como falar em público e me juntar a um grupo de pessoas. Das poucas vezes que tentei não tive confiança necessária para ser consistente com as minhas opiniões, ao contrário dos que possuem os dois pés para fora da linha e estão dispostos a falar o que querem mesmo não sendo compreendidos e sem a aceitação da massa conformista, os que ficam com um pé de cada lado da linha.
Quando vou dizer algo a alguém eu penso nas possibilidades que o que dizer podem me afetar, nas possibilidades do que pensarão cada um dos indivíduos que tiverem acesso a minha opinião e nas possibilidades que as pessoas que poderão ter acesso aos meus pensamentos por meio de terceiros e no que cada um deles irá pensar sobre. Ou seja, é melhor ficar quieto. É assustador criar essa arquitetura de alcance das minhas palavras em formato de árvore genealógica ao contrário. As vezes que resolvo falar acabo ficando tenso e com medo de que isso me prejudique. Posso passar dias na dúvida se deveria ter falado mesmo e sofrendo por antecipação.
É importante organizar os ideais antes de decidir mudar a sua posição na linha, e entender o que é mais adequado a sua causa.
Mas, o que é causa?
Se por exemplo você é um vendedor, é importante você ter um pé de cada lado da linha, assim você vende e ganha dinheiro. Fingindo ser amigo do cliente com a intenção de acreditá-lo em seu produto. Dissimulando.
Se você é um artista, um escritor, um músico, é interessante você ter os dois pés atrás da linha, assim você absorve tudo o que te faz mal e alivia esse peso em suas obras, tornando-as mais interessantes.
Se você é um pop star (ou anseia ser) é interessante você ter os dois pés para fora da linha, assim você demonstra a confiança para a massa conformista que irá comprar o seu CD, sonhando em ser você, mas nunca passará de um simples vendedor.
Situação na linha X Causa X Nível
Para descobrir sua causa é só se perguntar, o que eu REALMENTE quero da minha vida?
O nível só depende da intensidade que você vive sua causa.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Vivendo de Mentira

Até quando você irá viver de mentira?
Olhe para todos os anos em que já viveu e me diga, para quê?
Viver o sonho de ser um grande empreendedor, pagar aos outros por reconhecimento pessoal, lucrar em cima dos artistas, para quê?
A revolta é inevitável, prefiro morrer a aceitar o mundo desse jeito.
Conversando com as pessoas que me tarjam de “utópico”, vejo o escárnio das pessoas quando digo que é possível viver diferente. Digo que as coisas podem mudar e ouço “mas que lucro você vai ter nisso?”. E o que me apavora é que as pessoas que me dizem isso são as que mais sofrem com os problemas financeiros. Pessoas bem intencionadas que nasceram para aceitar.
Viva a mentira da sua vida. Aceite o menosprezo de quem paga o seu salário, se prostitua por um cargo melhor e menospreze os novos ocupantes de seu antigo cargo, porque afinal, que lucro eles vão trazer para você? O mercado de trabalho exige que você chupe alguém. E entre lucros e boquetes que construímos nossas famílias. No final das contas, se ainda assim nada der certo, recorra a Deus e chupe ele!
Mesmo não acreditando nos Maias, é bom ficar com a esperança que todo mundo morra em 2012. Isso me dá força para viver!
Na verdade não me importo muito com essas típicas pessoas que vivem suas mentiras a cada dia, mas fico revoltado em saber que a possibilidade de viver bem se torna utopia por culpa da grande massa que domina o mundo. Um exemplo são os artistas que ainda não encontraram seu lugar no mundo.
Arte X Capitalismo quem vence? E por que transformar isso em uma competição? Será que é por que o mercado do trabalho é competitivo? Boa sorte Sr. Profissional Capacitado, verei sua triunfante deploração no meio dos artistas e de suas obras.
Houve um tempo que pensava que o problema era comigo, que eu era estranho e tinha que melhorar. Hoje eu evito me relacionar com pessoas, pois compreendi que o erro não é meu, e tentar ampliar um pouco a mente das pessoas é meu erro recorrente.
Sem mais, agora vou escutar Legião Urbana para não entender nada, e mudar meu nickname para Legionário enquanto chupo as bolas de quem anseio ser.
Hipócritas!
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Top 10 - Filmes de Zumbi
Vampiros e lobisomens são interessantes. Mas zumbis são melhores!
A idéia do caos se esgotando e o drama dos que perdem pessoas queridas são os elementos principais de qualquer filme de zumbi de qualidade. Lembrando que super zumbis que correm mais que humanos, mordem rapidamente e trucidam pessoas em questão de segundos como se fossem monstros com super poderes, não merecem meu respeito.
Eu já vi muitos filmes sobre o tema, mas ultimamente esta paixão aflorou após eu ter assistido O Despertar dos Mortos (1978) do George A. Romero.
Os detalhes estabelecidos por ele em seus filmes determinam o que é ser zumbi.
Se você for mordido, ou de alguma forma um zumbi tiver contato com o seu sangue, você irá morrer, a não ser que o membro que sofrer exposição seja amputado imediatamente antes que se espalhe pelo resto do sangue. Depois de um tempo você morre, e retorna a vida, em um tempo que pode variar de minutos a horas. Ao retornar você não tem toda disposição física que tinha em vida, o cérebro está alimentando o seu corpo para que você se levante e procure carne humana para se alimentar, não que você tenha fome, mas por instinto de sua herança genética, portanto para matar um zumbi destrua o cérebro, amasse-o, enfie uma estaca, dê um tiro, pois o resto não importa.
Em filmes como O Dia dos Mortos (1985) pode-se observar que os zumbis podem ser domesticados, mas é um assunto para pesquisa, pois não existem muitas referências.
Vale ressaltar que existem muitos filmes de zumbis em que os mortos saem das tumbas ao invés de serem mordidos e apesar de ir contra a idéia principal, eles são muito bons.
Eu sempre achei fascinantes os filmes que demoram horas para acabar e possuem elementos constantes, como a estratégia que se desenrola perfeitamente, a espera constante por uma solução e o drama de quem está no limite do que um ser humano suporta psicologicamente. E pensei que encontraria tudo isso de sobra no seriado The Walking Dead, mas tudo isso acaba sendo substituído por cenas aonde os personagens devem resolver problemas que são criados pela estupidez dos mesmos. Não é ruim, mas terminei de ver a série e fiquei desapontado. Falta a tensão constante focada no elemento chave, os zumbis. Fico pensando como seria interessante assistir um filme de zumbi baseado em um conto do Stephen King dirigido por George A. Romero.
Deixe suas recomendações nos comentários, com certeza assistirei.
Abaixo, os melhores filmes de zumbi, ao meu critério.

2º Lugar

3º Lugar

4º Lugar

5º Lugar

6º Lugar

7º Lugar

8º Lugar

9º Lugar

10º Lugar

A idéia do caos se esgotando e o drama dos que perdem pessoas queridas são os elementos principais de qualquer filme de zumbi de qualidade. Lembrando que super zumbis que correm mais que humanos, mordem rapidamente e trucidam pessoas em questão de segundos como se fossem monstros com super poderes, não merecem meu respeito.
Eu já vi muitos filmes sobre o tema, mas ultimamente esta paixão aflorou após eu ter assistido O Despertar dos Mortos (1978) do George A. Romero.
Os detalhes estabelecidos por ele em seus filmes determinam o que é ser zumbi.
Se você for mordido, ou de alguma forma um zumbi tiver contato com o seu sangue, você irá morrer, a não ser que o membro que sofrer exposição seja amputado imediatamente antes que se espalhe pelo resto do sangue. Depois de um tempo você morre, e retorna a vida, em um tempo que pode variar de minutos a horas. Ao retornar você não tem toda disposição física que tinha em vida, o cérebro está alimentando o seu corpo para que você se levante e procure carne humana para se alimentar, não que você tenha fome, mas por instinto de sua herança genética, portanto para matar um zumbi destrua o cérebro, amasse-o, enfie uma estaca, dê um tiro, pois o resto não importa.
Em filmes como O Dia dos Mortos (1985) pode-se observar que os zumbis podem ser domesticados, mas é um assunto para pesquisa, pois não existem muitas referências.
Vale ressaltar que existem muitos filmes de zumbis em que os mortos saem das tumbas ao invés de serem mordidos e apesar de ir contra a idéia principal, eles são muito bons.
Eu sempre achei fascinantes os filmes que demoram horas para acabar e possuem elementos constantes, como a estratégia que se desenrola perfeitamente, a espera constante por uma solução e o drama de quem está no limite do que um ser humano suporta psicologicamente. E pensei que encontraria tudo isso de sobra no seriado The Walking Dead, mas tudo isso acaba sendo substituído por cenas aonde os personagens devem resolver problemas que são criados pela estupidez dos mesmos. Não é ruim, mas terminei de ver a série e fiquei desapontado. Falta a tensão constante focada no elemento chave, os zumbis. Fico pensando como seria interessante assistir um filme de zumbi baseado em um conto do Stephen King dirigido por George A. Romero.
Deixe suas recomendações nos comentários, com certeza assistirei.
Abaixo, os melhores filmes de zumbi, ao meu critério.

2º Lugar

3º Lugar

4º Lugar

5º Lugar

6º Lugar

7º Lugar

8º Lugar

9º Lugar

10º Lugar

sexta-feira, 15 de abril de 2011
Capitalismo

Passo horas por dia observando as pessoas em sua rotina diária, quando ando pelas ruas do centro da cidade, quando estou sentado no ônibus e quando as pessoas conversam entre si. E todas as pessoas têm um único objetivo na vida: Dinheiro.
É estranho e triste pensar que essas pessoas morrerão com a esperança de alcançar o inalcançável, a felicidade por base no dinheiro. Afinal, de que adianta tudo isso? De que adianta a vida? Estamos aqui para ganharmos dinheiro para “Deus”?
Para entender o que digo é preciso encarar a situação com uma ótica onipresente.
O dinheiro foi inventado pelos seres humanos com a intenção de categorizar as pessoas, se você tem muito dinheiro, você é melhor do que quem tem menos e assim por diante em uma escala decrescente. Mas se você conseguir mais dinheiro do que todo mundo, ainda assim você irá morrer, e de que adianta todo o dinheiro que você juntou? Ficará para os seus filhos? Eles também irão morrer.
E a questão mais intrigante, se você já tem todo o dinheiro que um homem pode gastar na vida, porque você continua querendo mais? Talvez seja estimulante ver os zeros em sua conta aumentando, mas infelizmente a sua maior felicidade na vida foram números imaginários em um extrato bancário.
Agora, se você não tem tanto dinheiro assim, mas sonha em ficar rico para que todos os seus problemas desapareçam, pense de outra forma.
O que realmente é preciso para viver além de estar vivo?
Dinheiro não é importante! O que é importante é o que te faz feliz.
Você tem um sonho e pode correr atrás dele ao invés de correr atrás de dinheiro. O mundo severamente te impõe a trabalhar e trabalhar até a morte para ficar rico, mas não parece mais sensato correr atrás do seu sonho? Seja ele de pintar um quadro ou mudar o mundo. Em nenhum deles é importante a remuneração, mas antes de morrer você terá aproveitado uma parcela do que o mundo tem a te oferecer.
Cito Christopher McCandles a.k.a. Alexander Supertramp:
O dinheiro deixa as pessoas cautelosas.
Quem tem muito dinheiro, tem medo de perder dinheiro se fizer as escolhas erradas, e assim acaba sem escolhas. Mas se você não tem nada, porque não tentar?
Vamos mudar? Ou você prefere viver sua “vidinha” medíocre atrás da ilusão de que você vale alguma coisa para os outros porque você tem dinheiro?
Pessoas
Achei pela internet, não é a minha verdade mas gostaria que fosse.
pessoas. eu amo!
as expressões.
alucinações.
declarações regadas à cerveja barata.
o suor,
o sangue.
a autofagia.
o que pensam, e nunca fazem.
O que sentem.
e sentem tanto.
por quê não fazem?
rezam,
amam, morrem de rir,
nascem, choram, transam,
estragam.
tudo o que amam.
e eu amo as pessoas.
tanto.
as expressões.
alucinações.
declarações regadas à cerveja barata.
o suor,
o sangue.
a autofagia.
o que pensam, e nunca fazem.
O que sentem.
e sentem tanto.
por quê não fazem?
rezam,
amam, morrem de rir,
nascem, choram, transam,
estragam.
tudo o que amam.
e eu amo as pessoas.
tanto.
Pessoas

Não consigo compreender porque todo mundo é tão mal.
Estava passeando pelos tweets e me deparei com um debate sobre homofobia, abaixo estão alguns dos tweets:
- Qdo eu to na pelada, um cara me dá um passe torto e eu falo: SEU VIADO FELA DA PUTA, to sendo homofóbico?
- vira homem meu fí, escolha de não gostar, de achar errado é minha, eu só não posso te bater pq vc é gay...
- apesar do #ricaperrone ser bambi !!! ele ta certo!! porra gay agora virou superhomem? ou melhor supergay? Tratamento igual seus viados
Vamos levar em consideração que as pessoas que postaram isso não tem o menor entendimento sobre o assunto, queriam apenas aparecer e considerando a característica humana fazer o estilo (eu sou foda, ahhh, eu sou sinistro).
Não acho que as pessoas (visão geral) tenham a maturidade para lidar com as próprias vidas, por isso é preciso lidar com a vida dos outros. Alguns exemplos são as guerras, o USA invadir outros países, bullyng, a busca do poder e a fixação do povo brasileiro pelo big brother.
Você já se deu conta que irá morrer?
Até quanto você vai persistir nos mesmos erros?
Eu ainda estou me construindo como ser humano, erros e deslizes são cometidos. Mas sonho com uma vida de extremo prazer, imagine se você pudesse olhar para si mesmo (hoje nós vemos o que inventamos, o nosso personagem, isso é natural de qualquer ser humano, "tentar parecer") e perceber que um dia tudo isso vai acabar e o melhor que eu fiz da vida foi ser "foda" para as pessoas a meu redor "pagarem pau"? É desnexo sermos brasileiros, termos várias praias, cachoeiras, o mínimo de cultura, acesso a arte e estarmos vivos, mas o melhor que conseguimos é fazer os comentários acima.
É um clichê usado erroneamente pelas pessoas mas "acorda para a vida!". O interessante de citá-lo é porque as pessoas geralmente o utilizam em situações como por exemplo "meu filho, essas notas estão baixas, tem que melhorar ou você não quer ser alguém, virar um advogado, um "dotor", acorda para a vida!" quando na verdade quem tem que acordar para a vida é parte reclamante.
Enquanto as pessoas não enxergarem o real, elas farão mal aos outros enquanto reclamam dos problemas que nelas mesmo jazem a solução.
Mas é inútil tentar explicar isso para alguém.
De qualquer forma o mundo é belo e a vida é bela.
É uma pena não conseguir dizer que as pessoas são belas.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
A Dor é Profunda: Aquário (Fish Tank)

Direção: Andrea Arnold
País: Inglaterra
Duração: 123 minutos
Com: Katie Jarvis
A dor é profunda!
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