terça-feira, 26 de abril de 2011

A Linha da Vida

Vamos imaginar o nosso mundo que conhecemos hoje, com toda a ganância e maldade contida nele e vamos representá-lo por uma linha.
Nós que possuímos ego podemos ser divididos em três grupos:
Os que ficam com os dois pés atrás da linha. São as pessoas que por algum trauma acabaram por se esconder do mundo e criaram uma barreira de proteção que impedem que as pessoas os deixem fragilizados ou os prejudique de alguma forma. É o meu caso.
Os que ficam com um pé na frente da linha e outro atrás. São a maioria das pessoas, que tentam ser aceitos pela sociedade tendo sempre uma opinião que esteja de acordo com todos os lados de uma mesma situação.
Os que ficam com os dois pés na frente da linha. São os que para se protegerem do mundo estão expostos a ataques de outras pessoas, mas munidos de autoconfiança, o que impede de que a opinião dos outros interfira em suas vidas.

Não existe uma escolha certa entre as três situações pois dentro de cada uma delas possui um nível e uma causa. Por exemplo, existem pessoas autoconfiantes que aplicam os seus ideais doa a quem doer a todo momento tentando promover a supremacia. E os autoconfiantes que aplicam seus ideais a todo momento sendo fiel a sua causa mas não causando desconforto desnecessário as outras pessoas.
As pessoas que mantém cada pé de um lado da linha, os aceitos pela massa, são as pessoas que possuem muitos amigos, mas pensam muito nas conseqüências que podem causar em relação a magoar as pessoas, prejudicar pessoas, parecer incoerente e perder amigos. São as pessoas que possuem opiniões mal formadas e na dúvida acham melhor evitar uma situação incomoda e seguir a vida.
Já as pessoas que mantém os dois pés atrás da linha não se relacionam muito com as pessoas, geralmente elas são tímidas e falam pouco e se protegem a todo momento da opinião dos outros. Elas tentam passar despercebidas em meio a multidão. Apesar de terem suas opiniões bem formadas e acreditarem nos seus ideais, acham melhor evitar de mostrar seus pensamentos pois não acreditam na compreensão das pessoas. É melhor ficar protegido de ataques dentro do próprio casulo, porém isso traz a sensação de isolamento e incompreensão.

Eu passo a maior parte da minha vida envolto ao meu casulo, e nele tenho o conforto de aprender comigo mesmo, desafiar meus pensamentos e analisar meus duelos internos, coisa a qual as pessoas das outras situações nem pensam. Já o lado mau da situação é que sair do casulo é desconfortável e não consigo realizar algumas coisas, como falar em público e me juntar a um grupo de pessoas. Das poucas vezes que tentei não tive confiança necessária para ser consistente com as minhas opiniões, ao contrário dos que possuem os dois pés para fora da linha e estão dispostos a falar o que querem mesmo não sendo compreendidos e sem a aceitação da massa conformista, os que ficam com um pé de cada lado da linha.

Quando vou dizer algo a alguém eu penso nas possibilidades que o que dizer podem me afetar, nas possibilidades do que pensarão cada um dos indivíduos que tiverem acesso a minha opinião e nas possibilidades que as pessoas que poderão ter acesso aos meus pensamentos por meio de terceiros e no que cada um deles irá pensar sobre. Ou seja, é melhor ficar quieto. É assustador criar essa arquitetura de alcance das minhas palavras em formato de árvore genealógica ao contrário. As vezes que resolvo falar acabo ficando tenso e com medo de que isso me prejudique. Posso passar dias na dúvida se deveria ter falado mesmo e sofrendo por antecipação.

É importante organizar os ideais antes de decidir mudar a sua posição na linha, e entender o que é mais adequado a sua causa.

Mas, o que é causa?
Se por exemplo você é um vendedor, é importante você ter um pé de cada lado da linha, assim você vende e ganha dinheiro. Fingindo ser amigo do cliente com a intenção de acreditá-lo em seu produto. Dissimulando.
Se você é um artista, um escritor, um músico, é interessante você ter os dois pés atrás da linha, assim você absorve tudo o que te faz mal e alivia esse peso em suas obras, tornando-as mais interessantes.
Se você é um pop star (ou anseia ser) é interessante você ter os dois pés para fora da linha, assim você demonstra a confiança para a massa conformista que irá comprar o seu CD, sonhando em ser você, mas nunca passará de um simples vendedor.

Situação na linha X Causa X Nível

Para descobrir sua causa é só se perguntar, o que eu REALMENTE quero da minha vida?
O nível só depende da intensidade que você vive sua causa.

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